Dia Mundial do Rock!!!
sexta-feira, 13 de julho de 2012
quarta-feira, 30 de maio de 2012
quinta-feira, 24 de maio de 2012
Cadê os plural?
É só impressão minha, ou está cada vez mais difícil ouvir plurais ortodoxos? Aqueles de antigamente, arrematados com um ''s'' - plurais tradicionais, quatrocentões? Os plurais agora estão cada vez mais enrustidos, dissimulados, problemáticos. Cada vez menos plurais são assumidos. Os plurais agora precisam ser subentendidos.
Verdade seja dita: não somos os únicos no mundo a ter problemas com a maldita letra ''s'' no final das palavras. Os franceses, debaixo de toda aquela empáfia, há séculos desistiram de pronunciar o ''s'' dos plurais. No francês oral, o plural é indicado pelo artigo, e pronto. Ou seja: eles falam ''as mina'' e ''os mano'' desde que foram promovidos de gauleses a guardiães da cultura e da civilização.
Os italianos também não podem com a letra ''s'' no fim das palavras. Fazem seus plurais em ''i'' e em ''e'', dependendo do sexo, ops, do gênero das palavras. Quando a palavra é estrangeira, entretanto, eles simplesmente desistem de falar no plural: decretaram que termos forasteiros são invariáveis, e tudo bem. Una foto, due foto; una caipirinha, quattro caipirinha. Quattro caipirinha? Hic! Zuzo bem!
Os alemães, metódicos que só, reservam o ''s'' justamente a esses vocábulos estrangeiros que os italianos permitem que andem por aí sem plural. Com as palavras do seu próprio idioma, no entanto, os alemães são implacáveis. As palavras mais sortudas ganham apenas um ''e'' no final, mas as outras são flexionadas com requintes de tortura - com ''n'' (!) ou com ''r'' (!!), às vezes em conjunto com um trema (!!!) numa vogal da penúltima sílaba (!!!!), só para infernizar a vida dos alunos do Instituto Goethe ao redor do planeta.
Práticos são os indonésios, que formam o plural simplesmente duplicando o singular: gado-gado, padang-padang, ylang-ylang. Pelo menos foi isso que eu li uma vez. (Claro que não chequei a informação. Eu detestaria descobrir que isso não é verdade.) Já pensou se a moda pega aqui, feito aquele pavoroso cigarro de cravo? Os mano-mano. As mina-mina. Um chopps e dois pastel-pastel.
Nem mesmo nossos primos de fala espanhola escapam da síndrome dos comedores de plural. Os andaluzes e praticamente todos os latino-americanos também não são muito chegados a um ''s'' final. Em vez do ''s'' ríspido e perigosamente carregado de saliva dos madrilenhos (que chiam quase tanto quanto os portugueses), eles transformaram o plural num acontecimento sutil, perceptível apenas por ouvidos treinados. Em Sevilha, Buenos Aires ou em Santo Domingo, o ''s'' vira um ''h'' aspirado – lah cosah, lah personah, loh pluraleh.
Entre nós, contudo, a mutilação do plural não tem nada a ver com sotaques ou incapacidade de pronunciar fonemas. Aqui em São Paulo, a falta de ''s'' é um fenômeno sociocultural. Os pobres não falam no plural por falta de cultura. Da classe média para cima, deixamos o plural de lado quando há excesso de intimidade. É como se o plural fosse algo opcional, como escolher entre ''você'' e ''o senhor''. Se a situação exige, você vai lá e aperta a tecla PLURAL. Se a conversa for entre amigos, basta desligar, e os esses desaparecem em algum ponto entre o cérebro e a boca.
O que se deve fazer? Uma grande campanha educativa, com celebridades declarando que é chique falar os plurais? Lançar pagodes e canções sertanejas falando da dor-de-cotovelo causada por não usar ''s'' no final das palavras? Ou contratar um grupo de artistas alternativos para sair pichando nos muros por aí uma mensagem subversiva? Tipo assim: OS MANOS E AS MINAS.
(Ricardo Freire)
quarta-feira, 9 de maio de 2012
Após exatos 30 dias da postagem que fiz homenageando não só aquelas pessoas chamadas de professores como profissão, mas sim, para todos àqueles que um dia me ensinaram algo de valor, escuto uma colega de trabalho desabafar, desgastada pelo tempo de dedicação à educação em escola pública, mas principalmente pela falta de respeito da sociedade para com os professores, que foi chamada de "filha da puta" por estar em frente ao Palácio Piratini no último final de semana junto com um grupo numeroso de professores reivindicando um "verdadeiro" aumento do piso salarial.
Uma mãe, caminhando de mão dadas com sua filha, passa pelo local e diz em tom agressivo: -”Veja minha filha, o porquê de você não ter aula hoje, essa filha da puta está ai matando trabalho”.
Uma mulher de aparência elegante e jovial, que provavelmente têm uma profissão. Usa esse tipo de palavreado para "educar sua filha" enquanto nós professores reinvidicamos uma melhora nas condições de ensino, sobretudo, uma valorização da área da educação.
Veja bem, a luta dos professores não é somente uma busca por um salário justo, mas mesmo se fosse já seria motivo suficiente para tal. Os educadores querem que a sociedade pare de adoecer. As pessoas estão vivendo um emburrecimento e estão achando isso maravilhoso, os membros de uma família estão a cada dia que passa mais frios, distantes e individualistas, os profissionais a cada dia que passa mais desqualificados, vendo uma sociedade ser governada por gente que não sabe a tabuada, nem mesmo o nome completo da Presidenta da Republica – aliás, é uma mulher? – nem quantos estados há no país, e muitas vezes não sabem nem quantos assessores possui, imagine então perguntar a estes líderes políticos da nação, problemas de cunho social na área da saúde, da segurança, da mobilidade e etc. A mídia também faz seu papel...porque nessas porcarias telenovelísticas apresentam tantos problemas familiares e sociais, deficientes físicos, usuários de drogas, homofobia e nunca conseguiram elaborar um roteiro que denunciasse o caos que se tornou as escolas, um lugar que diga-se de passagem deveria ser quase que sagrado, perante sua importância para a saúde da sociedade, um lugar que já foi respeitado por pais, alunos e até mesmo governantes, pois todos eles por ali passaram. Tempo bom àquele que os professores ganhavam uma maça dos alunos e todos tinham desejo de aprender, época que o método de ensino era ríspido, mas que havia brandura nos seres humanos. Nessa época havia um brilho no olhar das pessoas ao ver suas antigas professoras na rua. As responsáveis por trazer-lhes tantos conhecimentos e momentos de descoberta.
Não há poesia no que lhes estou contanto, há apenas, fixo em minha memória as palavras ditas em alto e bom tom em frente ao Palácio Piratini: "filha da puta".
Os pais já não ensinam seus filhos que a hora da refeição é um momento para nutrir-se, não somente de comida, mas de afetividade, um momento em que a família se reúne para confraternizar, estão ocupados demais assistindo a TV ou em seus laptops e celulares. A família também não consegue ensinar para seus filhos sobre sexualidade, sobre carreira profissional nem mesmo sobre escolha das amizades, as palavras - bons costumes, ética, valores morais nunca são vistas pelas famílias. Sabe-se isso pois esses jovens estão lá, na escola, com as "filhas da puta", tentando-os ensinar isso e elas não conseguem. Só aprende quem quer aprender, é necessário encontrar uma motivação. Para que aprender esse monte de coisas se no lugar em que eles vivem isso não será utilizado, ou pior, será mal visto?
A sociedade se encaminha para o caos, não digo isso com olhar profético de catastrofes naturais, o caos intelectual dia após dia ganha força e consome com a possibilidade de termos uma nação autossuficiente, dinâmica, líder e justa. Estamos enfrentando uma guerra, silenciosa, sem sangue, sem corpos mutilados, mas com a morte da educação formal e informal. Um caos que prevê um grupo social apático, desunido e sem informação de classe, sem o mínimo de liberdade intelectual.
Não era bem esse o meu plano quando decidi ser professora, muito menos quando penso que um dia vou ser mãe também...lamento ser uma "filha da puta", quis parecer uma borboleta e me tornei um urubú.Uma mãe, caminhando de mão dadas com sua filha, passa pelo local e diz em tom agressivo: -”Veja minha filha, o porquê de você não ter aula hoje, essa filha da puta está ai matando trabalho”.
Uma mulher de aparência elegante e jovial, que provavelmente têm uma profissão. Usa esse tipo de palavreado para "educar sua filha" enquanto nós professores reinvidicamos uma melhora nas condições de ensino, sobretudo, uma valorização da área da educação.
Veja bem, a luta dos professores não é somente uma busca por um salário justo, mas mesmo se fosse já seria motivo suficiente para tal. Os educadores querem que a sociedade pare de adoecer. As pessoas estão vivendo um emburrecimento e estão achando isso maravilhoso, os membros de uma família estão a cada dia que passa mais frios, distantes e individualistas, os profissionais a cada dia que passa mais desqualificados, vendo uma sociedade ser governada por gente que não sabe a tabuada, nem mesmo o nome completo da Presidenta da Republica – aliás, é uma mulher? – nem quantos estados há no país, e muitas vezes não sabem nem quantos assessores possui, imagine então perguntar a estes líderes políticos da nação, problemas de cunho social na área da saúde, da segurança, da mobilidade e etc. A mídia também faz seu papel...porque nessas porcarias telenovelísticas apresentam tantos problemas familiares e sociais, deficientes físicos, usuários de drogas, homofobia e nunca conseguiram elaborar um roteiro que denunciasse o caos que se tornou as escolas, um lugar que diga-se de passagem deveria ser quase que sagrado, perante sua importância para a saúde da sociedade, um lugar que já foi respeitado por pais, alunos e até mesmo governantes, pois todos eles por ali passaram. Tempo bom àquele que os professores ganhavam uma maça dos alunos e todos tinham desejo de aprender, época que o método de ensino era ríspido, mas que havia brandura nos seres humanos. Nessa época havia um brilho no olhar das pessoas ao ver suas antigas professoras na rua. As responsáveis por trazer-lhes tantos conhecimentos e momentos de descoberta.
Não há poesia no que lhes estou contanto, há apenas, fixo em minha memória as palavras ditas em alto e bom tom em frente ao Palácio Piratini: "filha da puta".
Os pais já não ensinam seus filhos que a hora da refeição é um momento para nutrir-se, não somente de comida, mas de afetividade, um momento em que a família se reúne para confraternizar, estão ocupados demais assistindo a TV ou em seus laptops e celulares. A família também não consegue ensinar para seus filhos sobre sexualidade, sobre carreira profissional nem mesmo sobre escolha das amizades, as palavras - bons costumes, ética, valores morais nunca são vistas pelas famílias. Sabe-se isso pois esses jovens estão lá, na escola, com as "filhas da puta", tentando-os ensinar isso e elas não conseguem. Só aprende quem quer aprender, é necessário encontrar uma motivação. Para que aprender esse monte de coisas se no lugar em que eles vivem isso não será utilizado, ou pior, será mal visto?
A sociedade se encaminha para o caos, não digo isso com olhar profético de catastrofes naturais, o caos intelectual dia após dia ganha força e consome com a possibilidade de termos uma nação autossuficiente, dinâmica, líder e justa. Estamos enfrentando uma guerra, silenciosa, sem sangue, sem corpos mutilados, mas com a morte da educação formal e informal. Um caos que prevê um grupo social apático, desunido e sem informação de classe, sem o mínimo de liberdade intelectual.
quinta-feira, 3 de maio de 2012
Abaddon veio me buscar.
o que o faz pensar que estou pronta?
a despedida não pode ser assim tão vil
a partida tem de ter gosto de solenidade
não deve a morte ser uma repugna ao brio.
Veja bem,
Ainda tenho de me melindrar
na luz crua das esquinas vazias,
Assim como temer a ponta afiada das facas
que fazem enrijecer os músculos,
e devo sentir a acidez do olhar inimigo
que me devora viva.
Óh Ceifador Sinistro, sei que é teu dever
mas por hora estou muito atarefada
para deixar que você se deleite
na possibilidade de me matar.
Suas entranhas são de bronze
nas minhas, a carne é quente e cheia de vida
teu coração é de ferro
o meu bate acelerado.
Veja a dispariedade de nossas situações.
Nem por isso sois pior ou melhor...
Apenas somos diferentes.
Estamos acordados em um não desafiar o outro.
com todo respeito e resignência
peço-lhe que me permita, Thanatos,
desfrutar da brevidade da vida
pois terás minhas eternidade como recompensa.
A mim resta o pedido, pois a ti, o que podes exigir?
Ser poupado da morte?
o que o faz pensar que estou pronta?
a despedida não pode ser assim tão vil
a partida tem de ter gosto de solenidade
não deve a morte ser uma repugna ao brio.
Veja bem,
Ainda tenho de me melindrar
na luz crua das esquinas vazias,
Assim como temer a ponta afiada das facas
que fazem enrijecer os músculos,
e devo sentir a acidez do olhar inimigo
que me devora viva.
Óh Ceifador Sinistro, sei que é teu dever
mas por hora estou muito atarefada
para deixar que você se deleite
na possibilidade de me matar.
Suas entranhas são de bronze
nas minhas, a carne é quente e cheia de vida
teu coração é de ferro
o meu bate acelerado.
Veja a dispariedade de nossas situações.
Nem por isso sois pior ou melhor...
Apenas somos diferentes.
Estamos acordados em um não desafiar o outro.
com todo respeito e resignência
peço-lhe que me permita, Thanatos,
desfrutar da brevidade da vida
pois terás minhas eternidade como recompensa.
A mim resta o pedido, pois a ti, o que podes exigir?
Ser poupado da morte?
quinta-feira, 5 de abril de 2012
Ensinar
Penso, humildemente que:
Uma visita Divina, ao nascer
fez com que surgisse no mundo
o ser com desejo de ensinar.
Ensinar é doar-se constantemente.
O Mestre absorve conhecimento
não pensando em degustá-lo somente em si e para si
mas o que ele aprende perpassa seu ser
e penetra em todos que nele percebem um mestre.
O Mestre vive numa busca incansável
pela transmissão do saber...
Mal sabem seus púpilos, a importância do que aprendem.
O Mestre com o coração cheio de amor
Ensina-nos sem medir esforços.
As pessoas questionam: é possível que exista esse verdadeiro amor?
Não há ligação biológica, nem racial, nem de crenças.
O mundo já conseguiu explicar porque os semelhantes se unem.
Mas expliquem agora, por favor, o porque de um Mestre se unir aos interesses de seus alunos?
Porque ele é tão caridoso?
Quais são seus interesses?
Há uma benção Divina no surgimento dos verdadeiros Mestres.
Somente isso explicaria tal desprendimento, tal doação, tal carinho...sem esperar por uma recompensa.
Uma visita Divina, ao nascer
fez com que surgisse no mundo
o ser com desejo de ensinar.
Ensinar é doar-se constantemente.
O Mestre absorve conhecimento
não pensando em degustá-lo somente em si e para si
mas o que ele aprende perpassa seu ser
e penetra em todos que nele percebem um mestre.
O Mestre vive numa busca incansável
pela transmissão do saber...
Mal sabem seus púpilos, a importância do que aprendem.
O Mestre com o coração cheio de amor
Ensina-nos sem medir esforços.
As pessoas questionam: é possível que exista esse verdadeiro amor?
Não há ligação biológica, nem racial, nem de crenças.
O mundo já conseguiu explicar porque os semelhantes se unem.
Mas expliquem agora, por favor, o porque de um Mestre se unir aos interesses de seus alunos?
Porque ele é tão caridoso?
Quais são seus interesses?
Há uma benção Divina no surgimento dos verdadeiros Mestres.
Somente isso explicaria tal desprendimento, tal doação, tal carinho...sem esperar por uma recompensa.
Homenagem a todos professores que divinamente me ensinaram sobre a vida.
terça-feira, 20 de março de 2012
selvagem é o vento
Não é você
Nem eu
Com nosso fôlego
E nossa vontade de fazer tudo hoje
Que sabemos descrever
O que é viver.
Sentados em nossas gangorras
Sentimos o mundo subir e descer
Mas não será isso que explicará
O que é viver.
Nem a agitação do povo circulando
Em ruas estreitas e super lotadas
Nem a monótona vida do campo
Com seus animais, plantas e colinas
Não será isso que nos explicará
O que é viver.
Há somente um
Neste vasto mundo
Que vive
Sem limites, sem definições
Sem sabor e sem cor,
Há somente um que vive
Plenamente.
Ai de mim se um dia
Conseguir tal façanha
De desbravar a Terra
Sem ser tolido.
Ai de mim se um dia
Eu for capaz de não me amedrontar
De não me subestimar e nem desistir.
Quero apenas que saibam
E que nunca duvidem de que:
O vento é quem vive.domingo, 18 de março de 2012
Tenho um grave defeito...
não consigo conter meus pensamentos e quando o faço sofro.
Caso eu omita meus pensamentos a respeito de determinado assunto para não discutir com alguém e principalmente para não ofender seus princípios, acabo que por me sentir traída por mim mesma. Estranho e egoísta esse meu jeito de ser, desculpem-me, mas sou um simples e erroneo ser humano.
Pois aqui será colocado então meu pensamento ocultado, que me tirou o sossego, o folego e principalmente o sono:
Não concordo com pensamentos abençoados e humanitários e religiosos que pejoram o ato de ambicionar e consumir coisas. Acredito sim, que o ser humano só chegou onde chegou por duas grandes características: Ambição e Preguiça. Serei repetitiva em minha colocação, mas necessito me fazer entender
Sou adepta de ambas e não concordo quando vejo pessoas blasfemiando contra elas. Pior, falando mal de qualidades tão próprias de nossa natureza.
Graças a preguiça e a ambição deixamos de viver em cavernas. Deixamos de ser estupidos seres tentando criar o fogo com pedaços de madeira, e deixamos de morrer por ataque a animais selvagens. Hoje vivemos em nossas confortáveis casas, andamos de elevador e não levantamos do sofá para trocar de canal. Agradeço muito ter um carro para andar, sobretudo quando preciso percorrer grandes distâncias.
Desejo trocar de carro, só consigo desejar isso, hoje em dia porque um homem das cavernas teve preguiça de carregar suas coisas nas costas e inventou a roda. Para algumas pessoas sou uma ambiciosa consumista, que já tem um carro na garagem e não está contente nunca. Digo-vos que sim, sou um ambiciosa consumista, que nunca está contente, assim como aquele inteligente e preguiçoso senhor das cavernas.
Porém, apesar de ser adepta destes "defeitos" de caráter, tenho repulsa de outros tantos que fazem uma linha tênue com eles. A desonestidade e hipocrisia são para mim os grandes vilões da ação humana.
Não suporto ver pessoas dizendo: "Minha única ambição é ter saúde e ser feliz!!!" Hipocrisia...hipocrisia...
Uma exclamação absurda se comparada com as atitudes cotidianas destas mesmas pessoas. Quem não deseja ter um bom emprego? Quem nunca ouviu dos pais "Estude para ser alguém na vida"? Penso nas instituições religiosas que manipulam frágeis vítimas do caos social. Penso nos grupos políticos extremistas, que tentam a todo custo apontar defeitos em nossa sociedade e a nossa estrutura capitalista, sem ao menos pensar se sua linha política podia de fato ser superior e revolucionária.
Sejamos ambiciosos, sem precisar ser desonesto, sejamos preguiçosos sem precisar abusar do poder sob os outros. Não critiquem aquilo que está no intimo de cada um de nós. Não gosto de gente ignorante que critica simplesmente porque é inteligente criticar. Não sejamos ingratos, não sejamos ignorantes, nem hipócritas... Nossa vida não é tão ruim assim, ruim é a forma com que todos olham para a vida e principalmente para a evolução do mundo.
não consigo conter meus pensamentos e quando o faço sofro.
Caso eu omita meus pensamentos a respeito de determinado assunto para não discutir com alguém e principalmente para não ofender seus princípios, acabo que por me sentir traída por mim mesma. Estranho e egoísta esse meu jeito de ser, desculpem-me, mas sou um simples e erroneo ser humano.
Pois aqui será colocado então meu pensamento ocultado, que me tirou o sossego, o folego e principalmente o sono:
Não concordo com pensamentos abençoados e humanitários e religiosos que pejoram o ato de ambicionar e consumir coisas. Acredito sim, que o ser humano só chegou onde chegou por duas grandes características: Ambição e Preguiça. Serei repetitiva em minha colocação, mas necessito me fazer entender
Sou adepta de ambas e não concordo quando vejo pessoas blasfemiando contra elas. Pior, falando mal de qualidades tão próprias de nossa natureza.
Graças a preguiça e a ambição deixamos de viver em cavernas. Deixamos de ser estupidos seres tentando criar o fogo com pedaços de madeira, e deixamos de morrer por ataque a animais selvagens. Hoje vivemos em nossas confortáveis casas, andamos de elevador e não levantamos do sofá para trocar de canal. Agradeço muito ter um carro para andar, sobretudo quando preciso percorrer grandes distâncias.
Desejo trocar de carro, só consigo desejar isso, hoje em dia porque um homem das cavernas teve preguiça de carregar suas coisas nas costas e inventou a roda. Para algumas pessoas sou uma ambiciosa consumista, que já tem um carro na garagem e não está contente nunca. Digo-vos que sim, sou um ambiciosa consumista, que nunca está contente, assim como aquele inteligente e preguiçoso senhor das cavernas.
Porém, apesar de ser adepta destes "defeitos" de caráter, tenho repulsa de outros tantos que fazem uma linha tênue com eles. A desonestidade e hipocrisia são para mim os grandes vilões da ação humana.
Não suporto ver pessoas dizendo: "Minha única ambição é ter saúde e ser feliz!!!" Hipocrisia...hipocrisia...
Uma exclamação absurda se comparada com as atitudes cotidianas destas mesmas pessoas. Quem não deseja ter um bom emprego? Quem nunca ouviu dos pais "Estude para ser alguém na vida"? Penso nas instituições religiosas que manipulam frágeis vítimas do caos social. Penso nos grupos políticos extremistas, que tentam a todo custo apontar defeitos em nossa sociedade e a nossa estrutura capitalista, sem ao menos pensar se sua linha política podia de fato ser superior e revolucionária.
Sejamos ambiciosos, sem precisar ser desonesto, sejamos preguiçosos sem precisar abusar do poder sob os outros. Não critiquem aquilo que está no intimo de cada um de nós. Não gosto de gente ignorante que critica simplesmente porque é inteligente criticar. Não sejamos ingratos, não sejamos ignorantes, nem hipócritas... Nossa vida não é tão ruim assim, ruim é a forma com que todos olham para a vida e principalmente para a evolução do mundo.
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